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viernes, 20 de junio de 2014

DE GENEROSO ASILO A LA EXTRADICIÓN.

BUENOS AIRES



(AW) La Liga por los derechos del Hombre muestra la gran preocupación por el acuerdo bilateral entre Argentina y Perú para combatir el 'terrorismo'. Por ello exige la no extradición de prisioneros peruanos tal como se llevó a cabo.Entre otras instancias invitan a las organizaciones políticas, sociales y de Derechos Humanos a reunirse el día miércoles 18 a las 18 hs en la casa de la Liga.
Será para crear una equipo de apoyo y solidaridad, invitamos a las organizaciones políticas, sociales y de derechos humanos a reunirnos el día miércoles 18 de junio a las 18 hs en nuestra casa.
Desde nuestra Liga expresamos la profunda inquietud que nos produce la información que nos ha llegado respecto de un acuerdo bilateral “antiterrorista” que se habría formalizado por los gobiernos argentino y peruano.
Mucho nos tememos que ese acuerdo se refiera al requerimiento de extradición por parte de Perú de personas perseguidas políticas en ese país que han buscado refugio en el nuestro, confiados en el tradición argentina de brindar generosos asilo a los perseguidos. Es el caso de Rolando Echarri, Oswaldo Quispe y Juan Manuel Carranza, quienes corren peligro de ser llevados a las tenebrosas prisiones donde ya se hacinan 300 presos políticos, algunos por más de 20 años.
También nos preocupa la represión desatada en Perú contra las organizaciones populares de defensa de los presos políticos que reclaman la amnistía y la pacificación del país. En particular, denunciamos el “operativo Perseo” que el mes pasado ha llevado a la cárcel a dirigentes y militantes de MOVADEF, incluidos todos sus abogados, con el pretexto de ser afines a los terroristas, mote con que el gobierno pretende descalificar a sus enemigos políticos, como ya lo hiciera la pasada dictadura argentina.Por lo expuesto, expresamos nuestro total apoyo y solidaridad para con el pueblo peruano y compartimos sus consignas de libertad de los presos y basta de persecuciones.También reclamos el rechazo de las extradiciones requeridas, el otorgamiento del refugio y la libertad para los peruanos en Argentina.Con el objeto de constituir una comisión de apoyo y solidaridad, invitamos a las organizaciones políticas, sociales y de derechos humanos a reunirnos el día miércoles 18 de junio a las 18 hs en nuestra casa. Los esperamos.

jueves, 21 de noviembre de 2013

Apuñalan en la cabeza prisionero de guerra de las Farc en la cárcel La Picota/ERON.

COLOMBIA

BOGOTA / ANNCOL / 2013-11-16 / Información remitida a nuestra agencia de noticias dan cuenta del intento de asesinato del prisionero de Farc, Israel Ibáñez Gallo.

Los hechos se sucedieron en la penitenciaria, PICOTA/ERON/Bogotá, el pasado 13 de noviembre en las horas de la mañana.

? Terminaba de bañarme cuando de repente sentí un puntazo en la cabeza, afirma Israel.

? Hasta donde sé, el atacante es un preso social con vínculos en el pasado con las AUC, advierte con preocupación este prisionero de las Farc.

Ibáñez, aprovecha este espacio alternativo, para insistir en la prioritaria urgencia de que el Ministerio de Justicia ubique a prisioneros políticos y de guerra en un sitio sintonizado con sus ´delitos´.

? Mediante derechos de petición hemos solicitado ser tratados en consonancia con las normas internacionales establecidas. Como es posible que los militares estén en guarniciones militares y parapoliticos en cómodas celdas mientras nosotros mezclados con presos en general, remata, Israel Ibáñez.

Los presos políticos y de guerra han solicitado en repetidas ocasiones, que la Mesa del Diálogo en La Habana discute y elabora una nueva política penitenciaria para los 118.000 presos que literalmente pudren en condiciones infrahumanas  en las cárceles colombianas.

Recientemente los presos en La Picota hicieron una acción de no recibir la alimentación. El motivo era el nuevo contrato entre INPEC y una empresa de alimentación en donde los ranzones de la comida, que actualmente cuesta 7 dólares por día, reducirían aún más.

Hay miles de presos políticos y comunes en necesidad de atención médica, tratamiento y hasta operaciones que son negadas por las autoridades por la simple razón que no hay presupuesto. El mes reciente han muerto por esa negligencia tres presos.

martes, 11 de junio de 2013

Carta abierta de los presos en huelga a los médicos militares.

GUANTÁNAMO

por Kaos. Derechos Humanos
Lunes, 03 de Junio de 2013 00:22


La huelga de hambre en la prisión de Guantánamo fue una forma en la que 103 de los 166 prisioneros llamaron la atención del mundo sobre su situación. Un grupo de trece de estos detenidos publicó una carta abierta para exigir tratamiento médico independiente...
... y acusan a los médicos militares de violar la ética de la profesión por alimentarlos a la fuerza.

Texto en portugués

Carta abierta de los prisioneros en huelga de hambre a los médicos militares de la Base Naval, Bahía de Guantánamo

Senhores médicos:

Não quero morrer, mas estou preparado para o risco de vir a morrer, porque estou em ato de protesto contra o facto de permanecer preso por mais de uma década, sem julgamento, submetido a tratamento desumano e degradante, sem acesso à justiça.

Não tenho outro meio para fazer ouvir essa mensagem. Os médicos sabem que as autoridades tiraram de mim todos os meios e objetos pelos quais pudesse comunicar.

Por essa razão, respeitosamente peço que me seja garantida a assistência por profissionais médicos independentes, que sejam autorizados a entrar em Guantánamo para me tratar, e que lhes seja dado pleno acesso aos meus registos médicos, para que possam determinar o melhor tratamento para o meu caso.

Os senhores médicos militares aos quais tenho acesso dizem que cumprem seu dever médico de preservar minha vida. Essa atitude vai contra o meu desejo expresso de não me alimentar.

Como os senhores devem saber, sou competente para tomar uma decisão própria sobre tratamento médico para mim mesmo. Quando tento recusar o tratamento que os senhores trazem, os senhores o impõem, às vezes com violência. Por essas razões, não tenho dúvidas de que os senhores violam o compromisso ético profissional, como a Associação Médica Norte-Americana e aAssociação Médica Mundial já declararam bem explicitamente.

Minha decisão de fazer greve de fome e de manter-me em estado de subnutrição por mais de cem dias não foi tomada levianamente. Faço o que faço, porque não encontrei outro meio para chamar a atenção do mundo exterior para o que acontece aqui. A resposta que os senhores médicos dão à minha decisão cuidadosamente refletida não permite que se conclua, logicamente, que os senhores estejam tentando salvar a minha vida. Nenhuma de suas ações ao longo já de vários meses comprova essa inferência.

Para aqueles de nós que têm sido alimentados contra nossa vontade, o processo de ter um tubo repetidas vezes forçado para dentro de nossas narinas ou pela garganta até o estômago, para que assim sejamos mantidos em estado de seminutrição, é extremamente doloroso, e as condições sob as quais se executam esses procedimentos é abusiva. Se os senhores realmente tivessem em vista meus melhores interesses, de receber tratamento médico realmente recomendado, seria indispensável que tivessem falado comigo como ser humano, sobre minhas escolhas e decisões, em vez de me impor tratamento, de modo tal que se sinto como se estivesse sendo castigado por alguma coisa.

Os senhores devem saber que os excessos que têm cometido relacionados à minha participação no movimento coletivo de greve de fome de vários outros prisioneiros já foram condenados por mais de uma alta autoridade, entre as quais a ONU. O Relator Especial da ONU para Assuntos de Saúde declarou, inequivocamente que ?o pessoal médico não pode exercer pressão indevida de qualquer tipo sobre indivíduos que tenham recorrido ao recurso extremo de uma greve de fome, nem é aceitável que usem ameaças de alimentação forçada ou outros tipos de coerção física ou psicológica contra indivíduos que voluntariamente decidam-se por uma greve de fome.?

Seja como for, não posso confiar no que os senhores digam ou façam, sobre minha saúde, porque os senhores devem obediência aos seus superiores militares que exigem que os senhores me imponham qualquer meio inaceitável para mim, e os senhores põem o dever de obedecer aos militares seus superiores acima dos deveres de médico que têm para comigo. Esse tipo de dupla fidelidade impede completamente que eu confie nos senhores.

Por essas razões, a relação médico-paciente que se criou entre nós absolutamente não pode contribuir para diminuir os riscos que essa greve de fome gere para minha saúde. Os senhores talvez sejam capazes de manter-me vivo por longo tempo, em estado de debilitação extrema. Mas aqui, com tantos prisioneiros, como eu, também em greve de fome, os senhores estão, isso sim, conduzindo um experimento, um tratamento experimental, em escala jamais vista. E nada garante que não ocorra erro humano, que resulte na morte de um ou mais de um de nós, não por greve de fome, mas por culpa ativa ou erro dos médicos que nos estão sendo impostos.

Seus superiores, incluindo o presidente Obama, comandante-em-chefe dos seus superiores, reconhecem que minha morte ou de qualquer outro prisioneiro em greve de fome geraria consequências graves e indesejáveis para eles. Os senhores, médicos, receberam portanto ordens para garantir ? com certeza absoluta ? minha sobrevivência, uma ordem que nem os senhores nem qualquer médico poderá jamais aceitar, porque não pode garantir, com certeza, que possa cumpri-la.

A posição impossível em que estão os médicos de Guantánamo hoje me inspira alguma simpatia. Quer continuem como militares, quer retornem à vida civil, os senhores terão de sobreviver com a consciência do que fizeram e não fizeram aqui em Guantánamo, até o dia de morrerem. Mas se se opuserem às ordens absurdas, os senhores conseguirão fazer alguma diferença. Os senhores podem escolher parar de contribuir ativamente para manter a condição de permanente abuso às quais estou hoje exposto.

Peço apenas que levem aos seus superiores meu pedido urgente para que eu seja submetido a exame médico por médico ou médicos independentes, a serem escolhidos por meus advogados, nos quais eu confie, e que esses médicos recebam todas as notações médicas com as quais os senhores trabalham aqui, para que as estudem antes de me examinarem. É o mínimo que os senhores podem fazer, para manter, minimamente, a palavra que empenharam quando juraram ?não causar dano? a ninguém de quem os senhores se aproximem, como médicos.

Atenciosamente,

[assinam] treze prisioneiros em greve de fome na Base Naval, Baía de Guantánamo, alguns representados pelos seus advogados:
Younous Chekkouri, ISN 197

Nabil Hadjarab, ISN 238

Abdul Haq Wasiq, ISN 004

Mohammad Nabi Omari, ISN 832

Shaker Aamer, ISN 239

Ahmed Belbacha, ISN 290

Abu Wa?el Dhiab, ISN 722

Samir Mukbel, ISN 043

Mohammed Ghanem, ISN 044

Adel al-Hakeemy, ISN 168

Sanad al-Kazimi, ISN 1453

Mohammed Hidar, ISN 498

Abdullatif Nasser, ISN 244

lunes, 7 de mayo de 2012

Colombia conmocionada por comunicado de las FARC.

COLOMBIA

Es o no es, de momento vaya uno a saber

La importancia de informar sin apresuramientos

por Ingrid Storgen

Por no tener el don del ?iluminismo?, tampoco ningún interés especial por correr maratones informáticas, pero sí, teniendo en cuenta un par de detalles no menores a mi juicio, es que estoy escribiendo esto como quien piensa en voz alta.
En esta nota subyace un fuerte sentido de reflexión sobre el papel que el periodismo alternativo debe cumplir cuando de dar noticias fuertes se trata.
Los últimos días muchos de los que estamos abocados a la noticia alternativa, pasamos largas horas tratando de dilucidar una noticia que brota de la prensa sistémica y que nos preocupa de manera muy especial.
Se trata de la supuesta captura del periodista francés, Romeo Langlois.
Unos dicen que el reportero está en manos de las FARC, apresado  cuando cubría una nota del enfrentamiento de la guerrilla con las fuerzas militares colombianas y supuestamente vestido con ropas militares, lo cual arrasaría con su inmunidad laboral según el derecho internacional.

Surge esta duda a pocos días de la liberación unilateral de varios prisioneros políticos en manos de la insurgencia ?ojo con este detallito?- y en medio de una fortísima escalada bélica ejecutada desde la administración Santos. ¡Cuántas cosas, compañer@s, como para tener en cuenta en estos momentos!

En el día de hoy aparece la ?confirmación? de que el retenido está en poder de los rebeldes. Pero como el periodismo no es dar la primera noticia como para ocupar el primer puesto en la carrera informativa, sino que debe hacerse sin margen de error y mucho menos cuando lo que puede estar en juego es una falsa información, creo que urge ir despacito justamente por el apuro que amerita la situación.
Queda abierta la duda sobre si es cierto o no lo de esa captura, dado que la guerrilla aún no lanzó ningún comunicado, acá no se está descalificando a nadie.

Ahora parece ser que apareció un supuesto video dando muestras de esa retención.
Según dicen, la guerrilla dijo que en el enfrentamiento (palabra más, palabra menos) ?hay tres guerrilleros asesinados?.
Pienso: Para ninguna guerrilla un compañero caído en combate es ?asesinado?

Sigo pensando que también es muy raro que la guerrilla presente sus planteamientos en video, aunque no descarto que hayan capturado algo, ya que las FFMM tienen grandes dificultades para sacar los videos de las zonas en enfrentamiento, por lo tanto sería posible que utilizaran a algún periodista para sacar las ?pruebas? de allí, tal vez hasta por vía de teléfono satelital.

Lo que me sigue pareciendo  rarísimo  es la impecable calidad que dicen que tiene el  video en HD donde está filmada la ?comprobación de la captura del periodista francés?, me huele a demasiada tecnología de punta en plena selva. Cuando la liberación de Betancourt parecían tener también instituto de belleza incorporado como para la presentación ante la prensa?

Dadas las cosas como se vienen dando y en un país que si uno mira el mapa puede divisar rebasando miles de falsos positivos, creo que lo más objetivo sería esperar a ver qué comunicado largan desde las Montañas de Colombia.

Cuando lo podamos encontrar en la red, entonces sí podríamos decir que la noticia es verdadera. Por ahí, quien no te dice, estamos frente a la versión reeditada del cuentito de Pedro y el lobo (y en Colombia hay tantos Lobos?) Mientras tanto resulta más que imperiosa la necesidad de mantenernos en espera hasta que alguna fuente confiable nos de más datos, sin apresurarnos a lanzar bombas de humo que sólo podrían perjudicar el periodista y a la prensa alternativa.

Creo que de momento lo más acertado es esperar, porque en la vida, hemos visto, que a veces los últimos son los primeros? 

lunes, 2 de abril de 2012

TESTIMONIO DE LA HIJA DE UN PRESO POLÍTICO ASESINADO EN LA CÁRCEL

COLOMBIA
Por Rpasur-RECALCO

AQUÍ NO ESTAMOS TODOS, AQUÍ FALTAN NUESTROS PRESOS", testimonio de la hija de Arcesio Lemus, prisionero político asesinado durante su encarcelamiento por negación de asistencia médica por parte del establecimiento colombiano como forma de castigo y tortura habitual del maltrato institucional que esta población reclusa recibe. Las infrahumanas condiciones de encarcelamiento a las que son sometidos los prisioneros, hacen de las cárceles de Colombia verdaderos recintos de tortura y vejación, con resultado frecuente de fallecimiento, en particular aplicación de la pena de muerte por parte del Estado contra la disidencia prisionera.

Se estiman entre 8000 y 9500 los presos y presas polític@s en Colombia, según se denunció en el foro 'Colombia entre Rejas': la tortura es denunciada como sistemática. En el Foro "Colombia entre Rejas" los familiares de las y los prisioneros políticos lo dijeron alto y claro: "No hay duda, no hay espera; hay que actuar presionando desde el principio"




"En los últimos quince años, hemos vivido con mi familia una historia de destierros y encierros. Mi padre, Arcesio Lemus, desde muy niño, tuvo que soportar las inclemencias de la violencia partidista en Colombia. Y, al contrario de volverle un ser rencoroso, lo llenó de amor por las causas populares. Así se hizo líder campesino, líder de trabajadores informales, líder comunitario, y un referente del trabajo revolucionario en el norte del Tolima. Ese tipo de cosas no las perdona el Estado. Así que en la década de los 90 mi padre tuvo que desterrarse de Líbano, Tolima, para salvaguardar su vida y la de nuestra familia.

Pero la cosa se puso peor. Mi madre fue víctima de un montaje judicial, que la tuvo dos años tras las rejas. Yo, tal vez, tuve la mejor parte, porque solamente fui conducida a una correccional de menores cuando tenía 15 años, pero tuve la suerte de que mi rendimiento académico se convirtió en el argumento para que me devolvieran a la libertad, bajo custodia de personas de noble corazón que tuvieron a bien brindarnos su apoyo en ese difícil momento.

Fueron dos años de presión para que mi papá se entregara, que no le dejaron más opción que la clandestinidad y, en identidad con sus ideales, por la insurgencia. Desde entonces se incorporó a la guerrilla del Ejército de Liberación Nacional (ELN), donde se desempeñaba como salubrista del Frente Bolcheviques del Líbano. ¡Vaya paradoja! Mi papá salvó decenas de vidas, trajo otras tantas al mundo, cuidó de la salud de insurgentes, pero también de campesinos y de todo aquel que lo necesitara en la zona. Y, sin embargo, mi papá murió por una negligencia médica.

En noviembre de 2005 mi papá fue detenido por el Ejército. Desde entonces, empezó el calvario del encierro. Su espíritu revolucionario se tornó más intenso. Como siempre, era el primero en levantarse y el último en acostarse. Promovía grupos de estudio, brigadas de limpieza, jornadas de actividad física, y un sinnúmero de actividades que lograron posicionarlo como un referente en cada uno de los patios de las cárceles donde estuvo prisionero. Eso tampoco lo perdona el Estado.

Son innumerables las solicitudes de trabajo, de talleres, de actividades para desarrollar al interior de la cárcel y nunca fueron atendidas. Lo único que logró fue su traslado de un patio a otro y de la Cárcel de Picaleña, que permitía a nuestra familia estar un poco más cerca, a la cárcel de La Dorada (Caldas). Allí mi padre comenzó a enfermar. A la edad de 65 años empezó a tener intensos dolores de cabeza y mareos. Una vez más, los directivos penitenciarios de Doña Juana en La Dorada (Caldas), se llenaron de solicitudes de mi padre, en donde les exigía su derecho elemental a la salud. Nunca fueron atendidas por el INPEC. 

Mi padre empezó a sufrir desmayos que tampoco fueron atendidos por el INPEC. Sus compañeros de cautiverio hicieron huelgas y motines, hasta que lograron que lo sacaran a "la unidad de sanidad" (como llaman en las cárceles), donde lo aislaron. Tan pronto supimos la familia empezamos a llamar a solicitar información sobre su estado de salud, y nos decían que mi papá tenía depresión.

¿Depresión? Un hombre que fue ejemplo de dignidad y para quien su tarea principal era la libertad, no la suya, sino la del pueblo, no tenía tiempo para deprimirse. Empezamos a gestionar visitas de organismos de derechos humanos, el ingreso de los abogados del Comité de Solidaridad, y de la abogada que llevaba el caso de mi papá, a apelar por lo menos al más mínimo sentido de humanidad de los guardias, pero nada funcionó. Un día cualquiera, mi papá fue remitido, en grave estado de salud, nuevamente a la cárcel de Picaleña, pero no lo hacían para permitir el acercamiento familiar, como lo veníamos solicitando dos años antes. Tampoco lo hacían por su estado de salud. Simplemente lo enviaron en revisión ordinaria, como para deshacerse del problema.

En la cárcel de Picaleña, al encontrarlo en tan delicado estado de salud, fue remitido al Hospital Federico Lleras Acosta, donde recibió una atención deshumanizada y humillante, como suelen recibir la mayoría de presos colombianos que se enferman. Sin atender la delicada situación de mi papá, fue devuelto a la cárcel, con la prescripción de observación permanente en la unidad de sanidad. Al día siguiente, logramos una visita de diez minutos para ver a mi padre, y lo encontramos con un golpe terrible en la cabeza, bañado en sangre y en una situación peor. "Fue que se cayó", fue lo que nos dijeron en el INPEC.

De manera desesperada empezamos a rogar que lo llevaran de nuevo a un centro médico. Mi padre ya no podía hablar tan siquiera, llevaba casi quince días vomitando, no controlaba esfínteres, había perdido peso de manera alarmante y, por si fuera poco, se agregaba un trauma craneoencefálico que nunca se supo cómo sucedió dentro de la cárcel. Nada de eso fue suficiente para que los directivos del INPEC atendieran su salud. Dos días después, con toda la presión hecha pero cuando prácticamente no quedaba nada que hacer, mi papá fue remitido de nuevo a una institución hospitalaria en estado de coma. Allí le encontraron un tumor en su cerebro. Estuvo 22 días en cuidados intensivos, hasta que el 29 de junio del año 2010, mi papá falleció.

Quiero compartir esta historia con ustedes para demostrar el tamaño de la ignominia que viven los presos colombianos, y especialmente, los presos políticos, contra quienes pareciera existir una política de Estado, que somete sus derechos, su dignidad y su vida a todo tipo de atropellos, como una suerte de sanción política extra-judicial, pero también lo quiero hacer para plantear una reflexión mucho más allá de la casuística, aprovechando la instalación de esta Comisión de Observación Internacional.

En las cárceles colombianas, y en general en el sistema penitenciario colombiano, no existe la más mínima noción de salud, y menos aún, una política sanitaria. No sólo entendida la salud como la ausencia de enfermedad o la atención a las enfermedades de los presos cuando éstas ocurren, sino entendida como las condiciones básicas de calidad de vida para los internos. Las cárceles son sitios insalubres, caldos de cultivo de enfermedades infecto-contagiosas; no cuentan con condiciones de saneamiento básico; no existe un seguimiento a los regímenes nutricionales; el hacinamiento es crítico; los problemas de salud mental, de enfermos crónicos, de salud pública que padecen muchos internos no son tratados de manera adecuada en las condiciones particulares que ello exige. Al contrario, son sometidos ellos y los otros, que gozan por lo menos de ausencia de enfermedad, a convivir en espacios comunes que agudizan y tensionan la situación sanitaria aún más.

Pero hay una cuestión que me genera particular inquietud: el INPEC paga a CAPREPOC, la EPS que atiende la salud de los internos, aproximadamente 27 mil pesos mensuales por cada preso. Es decir, alrededor de dos mil seiscientos millones de pesos, mes a mes, y casi 32 mil millones de pesos al año. ¿En qué se invierte ese dinero, si las condiciones de sanidad de las cárceles son absolutamente precarias? ¿Cuánto dinero de ese se invierte en atender la salud de los internos, si pasan años para que sea aceptada una solicitud de revisión médica, de exámenes, de tratamiento por parte de los internos? ¿A dónde va a parar ese dinero si en las cárceles no existe la más mínima medida de promoción y prevención de la salud y, menos aún, políticas sanitarias?

Ruego a la Comisión de Observación que esta situación sea tenida en cuenta con particular prioridad y énfasis. El derecho a la salud es fundamental por su conexidad con la vida y, por tanto, es de obligatorio cumplimiento por parte del Estado colombiano y el INPEC como directos responsables de la integridad de las personas recluidas en las cárceles colombianas.

Ruego a la Comisión de Observación presionar a la institucionalidad internacional de la salud en el mundo, para que sus ojos sean volcados sobre esta grave situación en las cárceles colombianas.

Pero, especialmente, ruego a la Comisión de Observación hacer seguimiento y monitoreo a la situación de salud de los y las presas políticas, pues, como advertí párrafos atrás, parece existir una política extra-judicial de sanción que aprovecha afecciones de salud para mancillar su dignidad y su vida. 

A los y las familiares, con quienes comparto la angustia, la solidaridad, el amor y el compromiso por nuestros prisioneros y prisioneras, no me queda más que decirles que debemos estar atentos a cualquier asomo de enfermedad en ellos. No hay duda, no hay espera. Hay que actuar presionando desde el principio. Pero también invitarlos a organizarnos. Estamos en condiciones de construir una red de trabajo más fuertes para acompañarlos, apoyarlos, y seguir luchando por los derechos de nuestros familiares prisioneros y prisioneras políticas en Colombia. Porque aquí no estamos todos. Aquí faltan nuestros presos."