martes, 11 de junio de 2013

Carta abierta de los presos en huelga a los médicos militares.

GUANTÁNAMO

por Kaos. Derechos Humanos
Lunes, 03 de Junio de 2013 00:22


La huelga de hambre en la prisión de Guantánamo fue una forma en la que 103 de los 166 prisioneros llamaron la atención del mundo sobre su situación. Un grupo de trece de estos detenidos publicó una carta abierta para exigir tratamiento médico independiente...
... y acusan a los médicos militares de violar la ética de la profesión por alimentarlos a la fuerza.

Texto en portugués

Carta abierta de los prisioneros en huelga de hambre a los médicos militares de la Base Naval, Bahía de Guantánamo

Senhores médicos:

Não quero morrer, mas estou preparado para o risco de vir a morrer, porque estou em ato de protesto contra o facto de permanecer preso por mais de uma década, sem julgamento, submetido a tratamento desumano e degradante, sem acesso à justiça.

Não tenho outro meio para fazer ouvir essa mensagem. Os médicos sabem que as autoridades tiraram de mim todos os meios e objetos pelos quais pudesse comunicar.

Por essa razão, respeitosamente peço que me seja garantida a assistência por profissionais médicos independentes, que sejam autorizados a entrar em Guantánamo para me tratar, e que lhes seja dado pleno acesso aos meus registos médicos, para que possam determinar o melhor tratamento para o meu caso.

Os senhores médicos militares aos quais tenho acesso dizem que cumprem seu dever médico de preservar minha vida. Essa atitude vai contra o meu desejo expresso de não me alimentar.

Como os senhores devem saber, sou competente para tomar uma decisão própria sobre tratamento médico para mim mesmo. Quando tento recusar o tratamento que os senhores trazem, os senhores o impõem, às vezes com violência. Por essas razões, não tenho dúvidas de que os senhores violam o compromisso ético profissional, como a Associação Médica Norte-Americana e aAssociação Médica Mundial já declararam bem explicitamente.

Minha decisão de fazer greve de fome e de manter-me em estado de subnutrição por mais de cem dias não foi tomada levianamente. Faço o que faço, porque não encontrei outro meio para chamar a atenção do mundo exterior para o que acontece aqui. A resposta que os senhores médicos dão à minha decisão cuidadosamente refletida não permite que se conclua, logicamente, que os senhores estejam tentando salvar a minha vida. Nenhuma de suas ações ao longo já de vários meses comprova essa inferência.

Para aqueles de nós que têm sido alimentados contra nossa vontade, o processo de ter um tubo repetidas vezes forçado para dentro de nossas narinas ou pela garganta até o estômago, para que assim sejamos mantidos em estado de seminutrição, é extremamente doloroso, e as condições sob as quais se executam esses procedimentos é abusiva. Se os senhores realmente tivessem em vista meus melhores interesses, de receber tratamento médico realmente recomendado, seria indispensável que tivessem falado comigo como ser humano, sobre minhas escolhas e decisões, em vez de me impor tratamento, de modo tal que se sinto como se estivesse sendo castigado por alguma coisa.

Os senhores devem saber que os excessos que têm cometido relacionados à minha participação no movimento coletivo de greve de fome de vários outros prisioneiros já foram condenados por mais de uma alta autoridade, entre as quais a ONU. O Relator Especial da ONU para Assuntos de Saúde declarou, inequivocamente que ?o pessoal médico não pode exercer pressão indevida de qualquer tipo sobre indivíduos que tenham recorrido ao recurso extremo de uma greve de fome, nem é aceitável que usem ameaças de alimentação forçada ou outros tipos de coerção física ou psicológica contra indivíduos que voluntariamente decidam-se por uma greve de fome.?

Seja como for, não posso confiar no que os senhores digam ou façam, sobre minha saúde, porque os senhores devem obediência aos seus superiores militares que exigem que os senhores me imponham qualquer meio inaceitável para mim, e os senhores põem o dever de obedecer aos militares seus superiores acima dos deveres de médico que têm para comigo. Esse tipo de dupla fidelidade impede completamente que eu confie nos senhores.

Por essas razões, a relação médico-paciente que se criou entre nós absolutamente não pode contribuir para diminuir os riscos que essa greve de fome gere para minha saúde. Os senhores talvez sejam capazes de manter-me vivo por longo tempo, em estado de debilitação extrema. Mas aqui, com tantos prisioneiros, como eu, também em greve de fome, os senhores estão, isso sim, conduzindo um experimento, um tratamento experimental, em escala jamais vista. E nada garante que não ocorra erro humano, que resulte na morte de um ou mais de um de nós, não por greve de fome, mas por culpa ativa ou erro dos médicos que nos estão sendo impostos.

Seus superiores, incluindo o presidente Obama, comandante-em-chefe dos seus superiores, reconhecem que minha morte ou de qualquer outro prisioneiro em greve de fome geraria consequências graves e indesejáveis para eles. Os senhores, médicos, receberam portanto ordens para garantir ? com certeza absoluta ? minha sobrevivência, uma ordem que nem os senhores nem qualquer médico poderá jamais aceitar, porque não pode garantir, com certeza, que possa cumpri-la.

A posição impossível em que estão os médicos de Guantánamo hoje me inspira alguma simpatia. Quer continuem como militares, quer retornem à vida civil, os senhores terão de sobreviver com a consciência do que fizeram e não fizeram aqui em Guantánamo, até o dia de morrerem. Mas se se opuserem às ordens absurdas, os senhores conseguirão fazer alguma diferença. Os senhores podem escolher parar de contribuir ativamente para manter a condição de permanente abuso às quais estou hoje exposto.

Peço apenas que levem aos seus superiores meu pedido urgente para que eu seja submetido a exame médico por médico ou médicos independentes, a serem escolhidos por meus advogados, nos quais eu confie, e que esses médicos recebam todas as notações médicas com as quais os senhores trabalham aqui, para que as estudem antes de me examinarem. É o mínimo que os senhores podem fazer, para manter, minimamente, a palavra que empenharam quando juraram ?não causar dano? a ninguém de quem os senhores se aproximem, como médicos.

Atenciosamente,

[assinam] treze prisioneiros em greve de fome na Base Naval, Baía de Guantánamo, alguns representados pelos seus advogados:
Younous Chekkouri, ISN 197

Nabil Hadjarab, ISN 238

Abdul Haq Wasiq, ISN 004

Mohammad Nabi Omari, ISN 832

Shaker Aamer, ISN 239

Ahmed Belbacha, ISN 290

Abu Wa?el Dhiab, ISN 722

Samir Mukbel, ISN 043

Mohammed Ghanem, ISN 044

Adel al-Hakeemy, ISN 168

Sanad al-Kazimi, ISN 1453

Mohammed Hidar, ISN 498

Abdullatif Nasser, ISN 244

La falta de honestidad de Amnistía Internacional ante el conflicto en Palestina.

PALESTINA

De shame, vergüenza en inglés.(*)

Amnistía Internacional se vende y la venden las corporaciones que dirigen los medios de comunicación como una organización que defiende los derechos humanos a lo largo y ancho del mundo. Esto es el marketing, la realidad dice cosas bien diferentes, como que esta organización es uno de los mayores obstáculos para que dichos derechos se defiendan adecuadamente en este mundo donde vivimos. Para un mayor entendimiento de lo que digo aconsejo este enlace de mi blog: Amnistía Internacional.
En octubre del año 2004 el ejército de Israel lanzaba otro ataque devastador contra la población de Gaza, pero esto decía Amnistía Internacional en el titular de un comunicado de prensa, tras haber matado este ejército a más de 30 personas, entre ellas varios niños:

El ejército de Israel debe respetar los derechos humanos en sus operaciones.(1)

¿Cuándo ha respetado el ejército de Israel los derechos humanos? ¿Cuándo se respetan los derechos humanos en un ataque militar de agresión por un ejército? Es algo contradictorio, que no busca sino justificar estos ataques en sí, y esto no es nada nuevo en Amnistía. Recordemos lo que hacían en la guerra de Yugoslavia:

Amnistía Internacional no acusó de crímenes contra la humanidad a la OTAN, sino que parecía dar consejos para los bombardeos, como si estos no fuesen ya criminales en sí:

En relación con el ataque del 7 de mayo ?que aparentemente estaba dirigido al aeropuerto de Ni?, pero que alcanzó el mercado del centro de la ciudad y un hospital civil cercano y, según informes, causó la muerte de 15 personas?, amnistía internacional siente preocupación ante la posibilidad de que la planificación del ataque por la Otan no haya tenido lo suficientemente en cuenta la proximidad de civiles.

"...el número de bajas mortales civiles se podría haber reducido significativamente si las fuerzas de la Otan hubieran cumplido estrictamente las normas del derecho de los conflictos armados durante la operación fuerza aliada." (4)
George Kenney, un antiguo oficial del Departamento de Estado de EE.UU., decía lo siguiente de forma clara, poniendo en evidencia el modo de actuar de Amnistía:

"Dejando caer bombas de racimo en áreas urbanas muy pobladas no causa bajas accidentales, es un bombardeo de terror a propósito."(2)

Una organización humanitaria de verdad debe condenar siempre toda guerra de agresión, esto no lo hace Amnistía Internacional ni tampoco Human Rights Watch. (3) Como tampoco consideró Amnistía la "intervención" del  ejército israelí como un crimen contra la humanidad, y mira que los  han cometido en Palestina, como los han cometido la OTAN o el ejército de Estados Unidos en Yugoslavia, Irak, Afganistán o Libia. Para estos no hay acusación de crímenes contra la humanidad. Sin embargo, cuando es el lado palestino el que realiza "intervenciones", en este caso el ataque a unos colonos en Palestina, donde mataron a una mujer y a sus cuatro hijos, indicaba en mayo de ese mismo año, 2004: 

Este tipo de ataques deliberados contra civiles, que han sido generalizados, sistemáticos y cometidos en cumplimiento de una política manifiesta de atacar a la población civil, constituyen crímenes contra la humanidad tal como los definen los artículos 7.1 y 7.2.a del Estatuto de Roma de la Corte Penal Internacional, de 1998.(4)

Bien, aunque es  completamente condenable la muerte de esta mujer y sus hijos, los "ataques deliberados contra civiles, que han sido generalizados, sistemáticos y cometidos en cumplimiento de una política manifiesta de atacar a la población civil",  han sido el comportamiento rutinario del ejército israelí, que Amnistía no califica así. Como no los califica de "crímenes contra la humanidad", esto se reserva para los palestinos, para el lado débil que es el que recibe la mayor parte de los golpes y de  las muertes, teniendo en cuenta que las víctimas palestinas son miles comparadas con decenas en el lado israelí. ¿No les parece un sesgo muy importante el de Amnistía?, ¿una doble vara de medir situándose al lado del más  poderoso?, que, cómo no, es amigo del poder de Estados Unidos y del Reino Unido, a quienes Amnistía rinde pleitesía.
Otra característica propia de Amnistía Internacional, y de Human Rights Watch, es que sus comunicados obedecen más, y en realidad fundamentalmente, a motivaciones politicas y económicas, que a una defensa sincera y honesta de los derechos humanos. Así, cuando un colono israelí mató a  un palestino a sangre fría en el asentamiento de Itamar, Amnistía no emitió ningún comunicado, y eso que las autoridades israelíes querían liberar al asesino hasta del arresto domiciliario.(5) Esta violencia no parecía interesar, pero resulta que es la diaria que sufren los palestinos y la que origina que el conflicto se agrie y continúe. Es más, en el primer caso comentado, donde el ejército israelí  mató al menos a 35 personas, inlcuidos niños, se ofrecía una forma de justificación, una motivación que explicaba la acción militar, indicando que:

Esta última incursión israelí sigue al asesinato de dos niños isrelíes por un ataque de mortero palestino sobre la ciudad israelía de Sderot el 29 de septiembre. Estos ataques con morteros por grupos armados de palestinos contra Sderot se han convertido en más frecuentes los últimos meses y habían matado previamente dos civiles israelíes, incluido un niño.En la mañana del 30 de septiembre grupos armados de palestinos en el norte de la franja de Gaza mataron además a una mujer israelía residente en un asentamiento y a dos soldados israelíes.(1)

Esta narrativa explicatoria, y justificatoria, que vemos en el caso de la actuación de Israel no se ve cuando los que llevan a cabo las acciones armadas son los palestinos, no se muestra ese historial de muerte, represión y humillación que han sufrido y sufren los palestinos, que es mucho más abundante que el sufrido por los israelíes. No se explican las motivaciones que mueven al lado palestino como sí lo hacen por el lado israelí con mucha menor justificación.
Todas  estas cosas, y muchas otras más, muestran que Amnistía no está por defender los derechos humanos con rigor, con imparcialidad, con  honestidad.

Human Rights Watch y Amnistía Internacional, incluso "emitieron severas advertencias .. a todos los ´beligerantes´, recordándoles sus obligaciones conforme a las leyes y costumbres de la guerra. Pero no dijeron una sola palabra acerca de la ilegalidad de la guerra en sí o de la suprema responsabilidad criminal de los líderes de los países que la habían iniciado". [el autor habla sobre la guerra de Irak] Human Rights Watch incluso se ha tragado la propaganda de la OTAN sobre la distinción entre homicidios deliberados y colaterales. Estos fueron todos regalos importantes a las necesidades propagandísticas del agresor.(6)

Más claro ni el agua.

Desde la perspectiva de Israel, el plan de EE.UU. distrae útilmente la atención de la Iniciativa Árabe de Paz, la nueva oferta de los Estados árabes de relaciones diplomáticas plenas con Israel a cambio de su retirada de la mayor parte de los territorios ocupados.

JOHN KERRY

Netanyahu, preocupado porque la oferta podría forzarlo a conversaciones serias, ha reaccionado con un silencio sepulcral. Al mismo tiempo Yair Lapid, su ministro de Finanzas supuestamente centrista presentado originalmente por Occidente como un partidario de la paz, ha aplastado la idea de un acuerdo con los palestinos como poco realista. Dijo el mes pasado al New York Times que apoya la expansión de las colonias.


Parece que Israel espera que la Autoridad Palestina, que ahora está permanentemente sumida en una crisis económica, pueda ser forzada con promesas de miles de millones de dólares en edulcorantes. Según fuentes palestinas, Abas enfrenta una intensa presión de EE.UU., a través del plan Kerry, con el propósito de forzarlo a abandonar su condición de que Israel congele el crecimiento de las colonias antes del reinicio de las negociaciones.


Israel está ansioso por lograr esa concesión. A pesar de los informes de que Netanyahu ha prometido discretamente a los estadounidenses que evitará causarles problemas durante las próximas semanas con anuncios de construcción de colonias, hay un aluvión de proyectos en trámite.


Durante el fin de semana, los informes de los medios revelaron un plan de 300 nuevas viviendas en Jerusalén Este, mientras se anuncia la venta de casi 800 más. Se espera que varios puestos avanzados de colonias establecidos sin autorización del gobierno israelí se legalicen retrospectivamente, incluyendo cientos de viviendas en Eli, cerca de Ramala.


Reuters informó ayer de que Kerry espera una decisión con respecto al reinicio de las conversaciones de paz dentro de dos semanas o, según sus funcionarios, se apartará del proceso de paz. Dijo en una reunión del Comité Judío Estadounidense el mismo día: ?Si no tenemos éxito ahora, es posible que no tengamos otra oportunidad?.


Para Netanyahu, semejantes amenazas son huecas. Si EE.UU. se ausenta del conflicto, Israel simplemente tendrá una mano más libre para intensificar la subyugación de los palestinos y el robo de su tierra.


A pesar de que hay mucho más en juego para los palestinos, la AP se ha mostrado hasta ahora discretamente falta de interés por el plan Kerry. Ha señalado que no hará ?concesiones políticas a cambio de beneficios económicos?, una manera diplomática de decir que no se dejará sobornar para ceder respecto al Estado.


Pero el verdadero peligro para los palestinos, como recuerdan muy bien desde las conversaciones de Camp David en el año 2000, es que se trata de proyectarlos como el chivo expiatorio. Si se niegan a aceptar la última versión de paz económica, Israel y EE.UU. se apresurarán a culparlos de intransigencia.


Es una situación en la que Netanyahu no puede perder y otro momento de desastrosa caída en el proceso diplomático para los palestinos.


Jonathan Cook ha obtenido el Premio Especial de Periodismo. Sus últimos libros son Israel and the Clash of Civilisations: Iraq, Iran and the Plan to Remake the Middle East (Pluto Press) y Disappearing Palestine: Israel?s Experiments in Human Despair (Zed Books). Su página web es: www.jonathan-cook.net .

Una versión de este artículo se publicó primero en The National, Abu Dhabi.

FUENTE: CounterPunch

Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

El imposible plan de Kerry Los palestinos, chivos expiatorios, una vez más.

PALESTINA

Jonathan Cook


Bajo fuerte presión de EE.UU., el primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, ha defendido de boquilla a regañadientes durante los últimos cuatro años el objetivo de un Estado palestino. Pero su verdadero objetivo ha sido siempre transparente: no un Estado, sino lo que calificó de ?paz económica?.


A los palestinos comunes y corrientes, a juicio de Netanyahu, se les puede apaciguar con migajas de la mesa del amo: menos puestos de control, más empleo y oportunidades comerciales y una mejora gradual, aunque limitada, de los estándares de vida. Todo esto asegura tiempo para que Israel expanda sus colonias, consolidando su control sobre Cisjordania y Jerusalén Oriental.


Después de 20 años de apoyo a un Estado palestino insinuado en los Acuerdos de Oslo, EE.UU. indicó la semana pasada que está cambiando de opinión. Parece que está adoptando el modelo de ?paz económica? de Netanyahu.


El Secretario de Estado de EE.UU., John Kerry, flanqueado por el presidente israelí Shimon Peres y el presidente de la Autoridad Palestina Mahmud Abas, en el Foro Económico Mundial de Jordania, reveló un programa económico para reactivar las conversaciones de paz.


Unos 400 empresarios israelíes y palestinos se han alistado, dijo, e invertirían fuertemente en la economía palestina en un proyecto ?mayor, más atrevido y más ambicioso que cualquier otra cosa desde los acuerdos de Oslo?.


No se dieron más detalles, excepto que será supervisado por Tony Blair, el exprimer ministro británico representante del Cuarteto, el ?hombre en Jerusalén?, de la comunidad internacional desde 2007.


Es, por cierto, una decisión extraña, ya que la dirigencia palestina lo ha descartado públicamente por ser ?abogado defensor de Israel? y ha argumentado en privado ?como revelan los Papeles Palestinos filtrados en 2011? que propugna ?un enfoque parecido al apartheid con referencia a Cisjordania ocupada?.


Las afirmaciones de Kerry respecto a su programa fueron grandiosas pero vagas. Unos 4.000 millones de dólares en inversión privada durante tres años impulsarían la economía palestina en un 50%; la producción agrícola y el turismo se triplicarían; el desempleo caería dos tercios; los salarios aumentarían un 40%; y se construirían 100.000 viviendas.


Pero la propuesta impresionó a pocos y por buenos motivos.


Kerry simplemente está volviendo a embalar la tarea que fue confiada a Blair hace seis años. Su tarea fue desarrollar la economía palestina y edificar instituciones palestinas en preparación para un futuro Estado, hasta ahora con pocos resultados.


Como se mofó David Horovitz, editor del periódico derechista Times of Israel: ?Si se pudieran conseguir 4.000 millones de dólares en inversiones privadas en la economía palestina, podéis estar seguros de que Tony Blair los habría conseguido?.


O visto de otra manera, el problema de la economía palestina no es la falta de inversión; es una falta de oportunidades viables de inversión. Los palestinos no tienen control sobre sus fronteras, espacio aéreo, frecuencias de radio, agua y otros recursos naturales, ni siquiera sobre la moneda o el movimiento interno de bienes y personas. Todo depende de la buena voluntad de Israel. Y pocos inversores están dispuestos a contar con ella. Israel se ha mostrado repetidamente más que dispuesto a aplastar las finanzas de la AP mediante, por ejemplo, la retención de impuestos palestinos que recauda y debe transferir.


El papel de Blair se ha criticado fuertemente porque su estrecho enfoque sobre el desarrollo económico no solo no ha logrado fomentar un clima conducente a conversaciones, sino ha servido de cobertura a la falta de acción de Israel y Washington respecto al Estado palestino. En lugar de reconsiderar el fracasado mandato de Blair, Kerry parece dispuesto a perpetuarlo y expandirlo.


Abdalá Abdalá, un alto funcionario de Fatah, resumió la reacción palestina: ?No somos animales que solo quieren alimento. Somos un pueblo en lucha por su libertad?.


Israel, mientras tanto, está totalmente dispuesto a empujar a Kerry por ese camino imposible.

Irán rechazó la denuncia de fiscal argentino por la Causa AMIA.

IRÁN 

Martes, 04 Junio 2013 

Nosotros no damos la menor importancia al fiscal sionista, dijo una fuente de la Cancillería.

?Debido a los antecedentes sionistas de la fiscalía no le damos la menor importancia a sus afirmaciones? dijo la Oficina Diplomática del Ministerio de Relaciones Exteriores.

Takbir TV

EL PAIS QUE HA DEJADO LA OTAN.

LIBIA

La foto muestra unos libios torturados hasta la muerte...ofende la dignidad y la humanidad, ver sus cuerpos sin vida arrojados entre las basuras.
Un grupo de ciudadanos libios fueron atacados por una banda armada a las tres de la tarde.
Irrumpieron en nuestra casa, nos golpearon a todos y se llevaron al cabeza de familia. había allí seis niños.
En el momento que entraron, estábamos durmiendo, pero no respetaron la privacidad de nuestra casa y nos trataron como si fuéramos animales.
Eran nueve personas con armas (pistolas y Kalashnikof).
Dos días después la esposa fue a buscarle. Después de 20 días logró encontrarle y lo tenían capturado las bandas armadas de Gnaiwa y le permitieron que le pudiera visitar. La esposa encontró a su marido en un estado deplorable porque había sido sometido a palizas y torturas. Le dijeron que no tenían nada de que culparle más que había formado parte de un grupo de libios que defendían sus casas y le aseguraron que en poco tiempo le liberarían.
La esposa había ido a visitar al marido con dos de sus hijos, un niño de tres años y una nena de 5 años. Los niños lloraban al ver a su padre y le pedían que volviera con ellos. 
Los bandoleros les dijeron que podían volver a visitarle un día a la semana , los miércoles.
Toda la familia estaba impaciente por que llegara el siguiente miércoles y volver a visitarle. pero el día anterior, es decir el martes volvieron a torturarle con electricidad, le cortaron venas de las manos, le golpearon repetidamente con un objeto agudo sobre la cabeza hasta que lo asesinaron. Luego lanzaron su cuerpo sin vida entre la basura de Abu Salim (Trípoli). Lo encontraron los empleados de la limpieza.
Informes forenses demuestran que fue torturado hasta la muerte.
Sus hijos y toda la familia están traumatizados frente a tanto dolor.
Esto es exactamente lo que está ocurriendo en libia gracias a la OTAN.
Estas bandas armadas están protegidas por este gobierno de doble nacionalidad y la OTAN y tienen inmunidad para hacer lo que quieran mientras los medios tapan toda esta barbarie.

Recibido el líder de Ennahda por líder del movimiento sionista en Washington.

TUNEZ

Red Voltaire | 4 de junio de 2013 

El primer ministro de Túnez, Rached Ghannouchi, pronunció un discurso en el Saban Center for Middle East Policy, de la Brookings Institution [1] el 31 de mayo de 2013.

El señor Ghannouchi, quien además preside el partido Ennahda y es miembro de la Hermandad Musulmana, recibió una calurosa acogida de Martin Endyk, ex embajador de Estados Unidos en Israel y líder del movimiento sionista.